Ao longo da história a escola tem reproduzido o sistema da racionalidade econômica, e isso tem levado a humanidade a um modelo de exclusão que aprofunda a assimetria entre os grupos e as sociedades humanas. A escola, historicamente, preparou as pessoas para entrarem no sistema produtivo do capitalismo para serem eficazes na sua reprodução. Nós fomos educados na era da indústria, dentro do sistema industrial.
Entretanto, os jovens de hoje nasceram no período industrial, mas seu período produtivo de trabalho se dá numa nova era, a era do conhecimento, a sociedade do conhecimento. E esta sociedade do conhecimento precisa reencontrar o caminho da humanidade. Precisa recolocar o ser humano como parte integrante da natureza e não mais como seu inimigo e dominador. Esta sociedade precisa discutir eticamente sobre o uso da tecnologia, da biotecnologia, da biogenética, sobre a clonagem humana, sobre o cruzamento do ser humano com o animal. Ela precisa desarmar todo o potencial de destruição produzido pela era industrial.
Por isso, a escola precisa reencontrar o caminho do público, da praça. Ela precisa se rearticular com a sociedade civil. Educar não pode ser mais apenas tarefa do/a professor/a, mas de toda a sociedade. A escola tem que ser pensada e repensada com uma visão do todo. A aprendizagem só faz sentido se ligada ao processo da vida. O aluno precisa se construir como cidadão, dentro das novas perspectivas que a ambigüidade da globalização nos permite. Num processo inter, trans e multidisciplinar somos chamados a construir e a reconstruir a partir de novas experiências, mais humanas e solidárias. Por isso, a aprendizagem deve se voltar para a realidade, para a dimensão do local dentro de uma perspectiva sempre mais global.
Leia a íntegra do artigo acessando através do título abaixo:
Reflexões éticas e filosóficas sobre a educação escolar
ALVORI AHLERT é Professor Adjunto da UNIOESTE, membro do GEPEFE – Grupo de Extensão e Pesquisa em Educação Física Escolar, do Grupo de Pesquisa Cultura, Fronteira e Desenvolvimento Regional e da Linha de Pesquisa Conhecimento e Práxis Educacional, Brasil.
Como faço para que a sociedade encontre e entenda essa realidade?
ResponderExcluirPor acaso, algum de voces, têm o caminho para o que dizem?
ResponderExcluirPrezado anônimo!
ResponderExcluirO caminho é um só e muito simples. Ler e compreender como é que se dão os processos nos quais aproximados os alunos e as informações do meio em questão. Tenho uma vasta bibliografia para sua indagação. Posso indicar aqui se quiser, embora a maioria dela seja de conhecimento dos docentes, pois imagino que quando quem se dispõe em ser professor se dispõe, também, em buscar a interação na área de atuação e no seu campo de conhecimento, que é o seu objeto profissional. Estamos à disposição para informações e, como crítica, procure se identificar, pois assim fica mais fácil, democrática e didática nossa relação.
Para quem quiser aprofundamentos e atualizações, abaixo disponibilizamos um link que relaciona uma bibliografia ampla sobre diversos temas dentro da área de Educação.
ResponderExcluirhttp://educar.no.sapo.pt/BIBL.htm#insucesso escolar
Prezado anônimo!
ResponderExcluirO caminho é um só e muito simples. Ler e compreender como é que se dão os processos pelos quais podemos aproximar alunos e informações com o meio em questão.
Tenho uma vasta bibliografia para sua indagação. Posso indicar aqui se quiser, embora a maioria dela seja de conhecimento dos docentes, pois imagino que quando quem se dispõe em ser professor se dispõe, também, em buscar a interação na área de atuação e no seu campo de conhecimento, que é o seu objeto profissional. Estamos à disposição para informações e, como crítica, procure se identificar, pois assim fica mais fácil, democrática e didática nossa relação.